Publicação da Editora Corujito ganha espaço na Bienal de São Paulo

Dayvton Almeida • 21 de julho de 2022

Autora que fez parte de antologia infantil da Ser Poeta aproveitou a participação no evento para divulgar o livro


Isa Martins, que faz parte da antologia
A Revolução dos Contos de Fadas, publicada em 2021 pelo selo infantojuvenil da Editora Ser Poeta, esteve presente na 26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. A autora compareceu para uma sessão de autógrafos do seu livro solo “Marias que vão e que não vão com as outras” e o lançamento da coletânea “Sorvete Sabor Poesia”. Ela ainda aproveitou a oportunidade para levar e divulgar a obra da Corujito, organizada pela professora e escritora Luciana Moura, a qual Isa co-trabalhou novamente em sua última coletânea lançada. 

A Bienal de São Paulo de 2022 aconteceu entre os dias 2 e 10 de julho,  no Expo Center Norte. O evento, que reúne editoras, autores, leitores e livrarias de todo o Brasil, alcançou a marca de 660 mil visitantes na edição deste ano — a primeira realizada de maneira presencial pós-pandemia. Para Isa, esses momentos de encontro entre escritor e leitor é fortalecedor e um dos maiores presentes, pois permite a troca sobre as impressões, reflexões e sentimentos perante à obra.

“A literatura só existe de fato quando se encontra a sua outra metade, os leitores. Ir a uma Bienal é sempre incrível, mas participar da de São Paulo como leitora e escritora ao mesmo tempo foi muito emocionante. Ver tanta gente reunida em um evento voltado para o livro, a literatura e a cultura renova nossas esperanças em um mundo melhor e mais humanizado”, relata.

Segundo ela, a recepção do público da Bienal com A Revolução dos Contos de Fadas foi muito positiva. Além da capa do livro, elogiada pelos visitantes, o título da antologia é outro ponto que Isa diz chamar a atenção e encantar à primeira vista. Para a autora, a proposta do livro também é fantástica, e o que a fez se envolver no projeto assim que soube sobre o edital de organização, elaborado por Luciana. “Foi uma alegria poder participar desta antologia, que tem escritoras de várias partes do Brasil; todas unidas pela escrita que repensa os contos de fadas pelo olhar da nossa cultura e do protagonismo feminino”, destaca.


DANDARA


      “Dandara” é o título do conto de Isa Martins em A Revolução dos Contos de Fadas. A história, inspirada na guerreira quilombola brasileira Dandara dos Palmares, aborda sobre a importância da leitura para as crianças de todas as classes sociais. No conto, Dandara é uma menina moradora de uma favela no Rio de Janeiro, que convive diariamente com os efeitos da vulnerabilidade social. Sua revolução e a de seus irmãos se dá através de clássicos personagens literários brasileiros, como a tia Nastácia, do Sítio do Picapau Amarelo.


“O processo de escrita para esse projeto foi desafiador. Como não escrevo para crianças, fiquei com receio de não conseguir trabalhar a linguagem adequada. Mas acho que a empolgação com a proposta da antologia foi tanta que convoquei várias personagens femininas da nossa literatura infantojuvenil para essa revolução. E elas me inspiraram até mais do que eu imaginava”, conta.


A autora ainda destaca as diferenças entre uma publicação em conjunto e a escrita de um livro solo. O primeiro traz, além da alegria da produção coletiva, os desafios de compor com um grande número de vozes. Já a publicação solo, apesar de um processo solitário, é fundamental para o autoconhecimento do escritor como profissional. 


Isa segue usando suas redes sociais (@isamartins.entrelinhas) para compartilhar suas leituras e processos de escrita. Em uma ação conjunta com o público e totalmente on-line, ela realiza o “Clube de Leitura Marias que vão e que não vão com as outras” e o “Clube de Escrita Literária Entrelinhas e Sentidos”, convidando ainda todos os leitores e escritores a participarem.


Texto e correção:Ariadne Marcelino

Foto: arquivo Editora Ser Poeta

Edição de foto: Dayvton Almeida


Este widget do Facebook não é mais compatível.
Por Dayvton Almeida 29 de abril de 2026
Literatura de Moreno em Destaque: Editora Ser Poeta Integra Mapeamento Estratégico do Ministério da Cultura
Por Dayvton Almeida 27 de abril de 2026
Diego Kalil é professor de cursos técnicos de informática e um dedicado pesquisador das dinâmicas de ensino em contextos de exclusão. Sua atuação profissional é pautada pela crença de que a tecnologia deve servir como uma ponte para a equidade social, especialmente em territórios historicamente negligenciados. Com vasta experiência em sala de aula, Kalil desenvolve métodos que unem o rigor técnico à sensibilidade necessária para lidar com as barreiras estruturais enfrentadas por jovens em comunidades periféricas. É o autor do artigo Educação Digital e Vulnerabilidade Social: A Integração Básica e Teórica como Instrumento de Transformação em Comunidades Periféricas da Região Metropolitana do Recife. Nesta obra, ele investiga como o acesso qualificado ao conhecimento digital pode romper ciclos de vulnerabilidade, propondo um modelo pedagógico que fortalece a cidadania e a empregabilidade. Sua contribuição acadêmica é fundamental para o debate contemporâneo sobre a democratização da tecnologia e a inclusão social no Nordeste.
Por Dayvton Diego 27 de abril de 2026
Marília Arruda, Doutora em Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável, Mestra em Desenvolvimento e Meio Ambiente, Especialista em Gestão Ambiental Urbana, Turismóloga e Gestora Ambiental. Criadora do Goles de Ciências Recife.
Por Dayvton Almeida 17 de abril de 2026
Fernanda Belo: O talento da UFPE na missão de valorizar a literatura contemporânea pernambucana
Por Dayvton Almeida 17 de abril de 2026
O inquérito policial como instrumento de estigmatização e violação de direitos fundamentais: Uma análise crítica a partir de casos práticos
Por Dayvton Almeida 12 de abril de 2026
7 Anos de Resistência: O Aniversário do Projeto de Abel Aquino e o Lançamento Histórico das "100 Marias em um Grito"
Author Leticia Ferreira next to an owl logo for
Por Dayvton Almeida 6 de abril de 2026
COMUNICAÇÃO COMUNITÁRIA, INVISIBILIDADE DAS VÍTIMAS E DEMOCRACIA: QUANDO A MÍDIA DE BAIRRO SE TORNA ESPAÇO DE JUSTIÇA SOCIAL.
Show More