Pesquisa de Fernando Mariano aborda os desafios da implementação da Lei Federal 11.525 nas escolas, destacando a inclusão do Estatuto da Criança e do Adolescente será publicada pela Editora Ser Poeta

DAyvton Almeida • 6 de abril de 2025

A pesquisa de Fernando Mariano analisa os desafios na implementação da Lei Federal 11.525 nas escolas, focando na inclusão do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) nos currículos. Apesar da importância desses conteúdos para a cidadania, muitos professores carecem de formação continuada, afetando a eficácia do ensino de direitos humanos. Gestores também precisam de capacitação para lidar com situações relacionadas ao ECA.

              A pesquisa de Fernando Mariano evidencia as lacunas e os desafios enfrentados na implementação da Lei Federal 11.525 nas escolas de ensino fundamental, especialmente no que tange à inclusão dos conteúdos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) nos currículos. Embora esses conteúdos sejam essenciais para a formação cidadã de crianças e adolescentes, muitos professores ainda não recebem a formação continuada necessária, o que compromete a eficácia do ensino de direitos humanos. Além disso, as equipes gestoras frequentemente mostram falta de preparo para lidar com situações que demandam conhecimento do ECA, ressaltando a necessidade urgente de capacitação e conscientização. Essa realidade destaca a urgência de estratégias educacionais mais eficazes e políticas públicas que reforcem a importância da educação em direitos humanos no desenvolvimento integral dos alunos. A escola, enquanto espaço social, deve se comprometer com a formação cidadã, criando um ambiente onde os direitos das crianças e adolescentes sejam não apenas ensinados, mas respeitados e praticados.


                        Assim, no seu livro "A LDB E A OBRIGATORIEDADE DE CONTEÚDOS CURRICULARES SOBRE OS DIREITOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES: Incompletudes, desafios e perspectivas para a educação em direitos humanos no ensino fundamental", um dos objetivos é facilitar a articulação e promover um diálogo eficaz para a aplicação de práticas pedagógicas.


                        Fernando propõe que, para superar os desafios atuais, é fundamental implementar um programa de formação continuada para os educadores, que inclua tanto o aprofundamento no conteúdo do ECA quanto o desenvolvimento de metodologias ativas que estimulem a participação dos alunos no processo de aprendizagem. Ele também sugere a criação de parcerias entre escolas, comunidades e organizações não-governamentais para construir uma rede de apoio que amplie a compreensão e o engajamento com os direitos humanos.


          A inclusão dos direitos das crianças e adolescentes no currículo não deve ser vista apenas como uma exigência legal, mas como uma oportunidade para fomentar o pensamento crítico e a empatia entre os alunos. Isso pode ser alcançado por meio de projetos interdisciplinares, oficinas temáticas e debates que incentivem os estudantes a refletirem sobre seu papel como cidadãos ativos.


            Além disso, Fernando destaca a importância de um ambiente escolar acolhedor e seguro, onde todas as crianças se sintam valorizadas e respeitadas. Para isso, é vital que as escolas implementem políticas de prevenção ao bullying e discriminação, promovendo uma cultura de paz e inclusão.

 

             Por fim, a pesquisa de Fernando Mariano enfatiza que a transformação do ambiente educacional em um espaço de promoção dos direitos humanos requer o comprometimento de toda a comunidade escolar, incluindo gestores, professores, alunos e pais. Só assim será possível garantir que os princípios do ECA sejam verdadeiramente incorporados ao cotidiano escolar e contribuam para a formação de cidadãos conscientes e responsáveis.

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