Paulo de Tarso faz sua estreia na literatura com a Ser Poeta

Ariadne Marcelino • 8 de março de 2024

Em seu primeiro livro, o escritor traz versos escritos ao longo de anos, retratando sentimentos e questões sociais


    Poedita, o primeiro livro de Paulo de Tarso, já está em processo de edição na Ser Poeta. A obra, que em breve chega ao catálogo da editora, reúne textos em versos, compostos pelo escritor ao longo do tempo. O estilo de escrita — poesias ditas — e a forma de retratar pensamentos, sentimentos e o cotidiano, segundo ele, tem como exemplo a obra do poeta cearense Patativa do Assaré.


O mais novo “Coruja Autor” é nascido e reside em Feira de Santana, na Bahia, mas o Ceará também corre nas suas veias por parte do pai. Paulo conta que começou a compor versos ainda criança, aos 7 anos de idade, quando o passatempo era a contação de histórias às primas. Histórias sem registros, vindas da imaginação, mas que já iniciavam um caminho à escrita. Hoje funcionário público, ele ressalta não se considerar um poeta.


“Escrevo versos. O livro é um apanhado de escritos feitos desde quando me entendo com essa vontade. Às vezes com pouca ou muita inspiração. No início, não me importava muito; deixava solto em folhas de caderno. Alguns se perderam. Com o amadurecimento, fui usando o computador e o celular. À medida que criava, salvava e fui compartilhando com os amigos e familiares. Para o livro, separei alguns”, relata o escritor.


Quando perguntado sobre a escolha da Ser Poeta para a publicação de seu primeiro livro, ele destaca a confiança, motivação, verdade e receptividade trazidas através do editor-chefe da Editora, Dayvton Almeida. Na obra, além de expor sentimentos e pensamentos, Paulo aborda sobre questões sociais e também reserva um espaço para memórias pessoais, como no texto inspirado em seu avô materno, José Evangelista Freitas: Papai Noel nordestino.


  “Quando escrevo, não me preocupo muito com a reação do leitor. Procuro ser sucinto, breve e me cercar daquilo que trate um pouco da realidade e do sentimento puro. Mas estou me sentindo como uma criança que ganha um doce ou um presente pela primeira vez. Ansioso. Pelo menos deixarei um registro (destes versos), e não dentro das gavetas ou em arquivos do computador”, diz.

 Poedita em breve estará disponível na Editora Ser Poeta. Acompanhe as atualizações no site www.editoraserpoeta.com.br.



   

   E em homenagem à Semana da Mulher, confira abaixo um dos textos produzidos pelo autor durante a entrevista.



 Ser mulher



Antes de tudo maternal


 Se Maria, divina


 A origem inspira


 De luta, labuta


 Bendito o ventre que gera


 Bendito o que é gerada


 Mais que guerreiras


 Brasileiras


 Estrangeiras


 Mulatas, brancas, negras


 Originárias, mestiças


 Princesa, rainha, sereia


 Que faz o poeta


 A nota certa


 Sem Ela, não haveria


 Nem música, nem melodia


 O quadrado da Jornada


 Aquelas que deu sentido


 A palavra empoderada


 Resilientes e determinadas


 Mulheres que de todas cores


 Deu significado às flores


 O conjugar do verbo amar


 E do coração, várias conotações


 Feminina, menina, moça


 Meiguice, delicadeza, beleza


 Não é o ser Mulher


 Simplesmente, única


 Mãe, filha, companheira


 Mulheres!



 Paulo de Tarso Freitas de Mello




Texto e revisão: Ariadne Marcelino


Edição de foto: Dayvton Almeida



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