A Voz da Justiça e o Eco da Academia: A Obra de Maria Allira Lira Transforma o Debate Jurídico
De obra técnica a manifesto por justiça: descubra como o livro de Maria Allira Lira inspirou debates essenciais na OAB sobre as falhas do sistema criminal.

O lançamento de uma obra literária no campo do Direito raramente se limita às suas páginas. Quando o texto toca em feridas abertas do sistema processual, ele deixa de ser apenas teoria para se tornar um catalisador de mudanças e reflexões. É exatamente esse o fenômeno que observamos com a obra "O Crime: do Inquérito Policial ao Tribunal do Júri", de autoria de Maria Allira de Fátima Lira do Rêgo Barros, publicada pela Editora Ser Poeta.
Recentemente, o impacto da obra ecoou em importantes canais da OAB, através de artigos assinados pelas pesquisadoras Débora Nathalia Araujo Vilela e Leticia Ferreira. Ambos os textos, embora distintos em suas abordagens, convergem para uma conclusão comum: o livro de Allira Lira é um divisor de águas na compreensão da dignidade humana dentro da persecução penal.
A Inércia que Silencia e a Investigação que Humaniza
No artigo intitulado "A inércia que violenta: Omissão estatal, violência simbólica e a crise de efetividade do inquérito policial", a pesquisadora Débora Nathalia Araujo Vilela utiliza a obra de Allira como base para uma crítica contundente à omissão estatal. Vilela resgata um episódio emblemático narrado no livro — o lançamento de moedas aos pés da autora em um momento de luto — para ilustrar o conceito de violência simbólica.
A correlação estabelecida é clara: quando o Estado ignora atos de intimidação, ele não apenas falha administrativamente; ele agride. A obra de Allira Lira serve aqui como a prova de que o inquérito policial não pode ser um processo "frio", mas um instrumento atento às sutilezas da violência que o medo perpetua.
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O Processo como Manifesto Ético
Por outro lado, a acadêmica Leticia Ferreira, em sua reflexão intitulada "O crime: Do inquérito policial ao tribunal do júri — uma reflexão acadêmica como manifesto por justiça", eleva a obra ao status de um "Manifesto por Justiça". Para Ferreira, o livro não é apenas um guia técnico; é uma denúncia das fragilidades que podem transformar o processo penal em uma "fábrica de verdades convenientes".
Ferreira destaca como a obra desafia operadores do Direito a olharem para além dos autos. O Tribunal do Júri, descrito por Allira, surge como um espaço onde o compromisso ético da autora brilha como um lembrete de que o verdadeiro propósito da justiça é a preservação da dignidade da pessoa humana.
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A Editora Ser Poeta e o Compromisso com o Pensamento Crítico
Para nós, da Editora Ser Poeta, ver a obra de Maria Allira de Fátima Lira do Rêgo Barros ser o alicerce para discussões tão profundas é a confirmação da nossa missão. Publicar este livro foi um ato de coragem editorial, pois acreditamos que a literatura jurídica deve provocar inquietação e não apenas repetição de códigos.
A autora não apenas escreveu um livro; ela ofereceu ao sistema de justiça um espelho. E, como demonstram as repercussões acadêmicas, o que o espelho reflete é a necessidade urgente de uma justiça mais sensível, menos inerte e profundamente comprometida com a verdade real.
Como bem provocado pelas reflexões inspiradas na obra: onde o Estado se cala, a violência encontra espaço para continuar falando. Que a leitura de Maria Allira Lira seja o antídoto para esse silêncio.










